Demorou muito para que o casamento da Marla e do Leo viesse para o blog. Mas a demora valeu a pena!
 
É um casamento ao ar livre tão diferente e especial que mal consigo explicar em palavras…
 
Um enlace com cenário privilegiado, envolvimento, DIY, mão na massa, entrega e muito carinho.
 
Eles trocaram votos em Bonito (MS), numa celebração que durou 15 horas e contou com muito zelo e empenho de todos os lados.
 
A decoração foi feita pela própria noiva e seu pai, resultando em doses altíssimas de emoção.
 
A cerimônia se pautou nos quatro elementos, contando a história do casal e acolhendo cada convidado.
 
O Leo é elemento terra e carrega consigo a calma, segurança e quietude. Já a Marla é elemento fogo, inquieta e cheia de energia intuitiva. O resultado dessa soma? Amor. Um amor envolvente, pleno e lindo de ver!
 
Emotiva que sou, chorei com o vídeo da RD Filmes. Em seguida li o relato da noiva e chorei mais uma vez, rs.
 
A Marla contou tintim por tintim dos preparativos, e ainda mencionou a história de suas damas de honra, as avós.
 
As duas são amigas há décadas e foram um pouquinho responsáveis pelo início da história de amor do casal. Como não se encantar?
 
São tantos detalhes fofos, tanta essência e verdade, que mal sei indicar o que mais gostei.
 
Vejam por si mesmos. Leiam o depoimento da noiva e encantem-se pelas fotos e vídeo.
 
Com vocês, o lindo casamento ao ar livre da Marla e do Leo.

“O Leo e eu morávamos juntos há quase dois anos e, para nós e nossas famílias, era importante oficializar a união.

Quando decidimos que faríamos uma festa para celebrar isso, ficou claro desde o princípio que tudo tinha que ser do nosso jeito, com a nossa cara, o nosso toque em cada detalhe.

Queríamos fazer uma cerimônia bonita e agregar amigos e familiares, pessoas importantes para nós, numa festa divertida, com boa música, cerveja gelada e um tradicional churrasco de buraco sul-mato-grossense.

Tudo saiu como gostaríamos! Foi trabalhoso, mas digo para quem critica ou está em dúvida se compensa se empenhar em fazer uma cerimônia e celebrar seu casamento: vale cada minuto dedicado e cada centavo investido!

Até hoje a gente revive aquele dia com uma alegria enorme! Eu me emociono toda vez ao lembrar dos detalhes, revejo os vídeos e as fotos com frequência, com a certeza de que guardaremos esse dia para sempre em nossas vidas.

Nossa cerimônia aconteceu pela manhã. O Pesqueiro Panambi é um local muito especial que pertence à minha família há mais de 30 anos e onde meu pai mora e de onde sempre tirou nosso sustento. Fica na beira do Rio Miranda, em Bonito (MS), totalmente cercado pela natureza.

Quatro dias antes do casamento, o tempo virou. Caiu um toró e esfriou! Nós ficamos apreensivos, pois, embora tivéssemos um plano B, toda a ideia foi concebida para um clima ensolarado, um casamento garden, como dizem.

Dois dias antes do casamento, o tempo começou a limpar e, no grande dia, o clima estava maravilhoso, sol radiante e céu azulzinho, do jeito que eu pedi! Nossa, eu olhava para aquele céu, incrédula, e agradecia mentalmente. Tem várias fotos em que apareço olhando para cima. É por isso!

Tive o privilégio de poder trazer as meninas da Puntuale para cuidarem da minha beleza e da beleza das seis madrinhas, das mães e das vovózinhas. Eternamente grata e apaixonada pelo carinho e talento da Rachel e sua equipe incrível, que teve a ideia de me levar para o meio do mato (literalmente!) para finalizar a produção e me vestir de noiva, mantendo minhas características por meio de uma maquiagem leve e ao mesmo tempo marcante, inclusive preservando meus cabelos cacheados, que tanto amo.

Na confecção do vestido, eu participei de cada detalhe, escolhendo cada rendinha, perolinha e fitinha, e também o lugar para pregar cada florzinha de crochê.

Cheguei à cerimônia numa Ford Rural azul e creme maravilhosa. Eu pedi essa caminhonete emprestada para um desconhecido. Hahaha! Essa história é boa!

Um dia vi a caminhonete na rua e fiquei louca. Procurei saber de quem era e, como Bonito, onde moramos, é uma cidade pequena, descobri o nome do dono. Novamente a vi na rua noutro dia, com seu dono a conduzindo, e foi então que eu saí correndo e gritando: Sr. Dirceu! Sr. Dirceu! Preciso falar com o senhor!

Ele viu aquela pessoa (euzinha) gritando ensandecida e parou o carro. Foi muito simpático e recomendou cuidados com o carro velho dele, mas me emprestou com carinho.

A cerimônia foi belíssima, celebrada por duas amigas especiais (a celebrante e a juíza de paz – até nisso tivemos sorte, até a juiz de paz já era nossa amiga). Elas captaram a nossa essência e emocionaram os convidados com suas palavras. A celebrante, dentro do contexto do local do casamento e da nossa história de vida, baseou sua fala nos quatro elementos da natureza (água, fogo, terra e ar), contando brevemente as histórias das famílias, que se constituíram à beira de dois rios (Miranda e Sucuri) e fazendo ainda uma ligação entre nossos signos (eu áries – fogo; Leo virgem – terra) e nossos temperamentos.

Escrevemos nossos votos e lemos no momento da celebração. A nossa verdade, sincera, nua, do jeitinho que a gente acredita. O Leo, mesmo sendo supertímido, disse palavras muito lindas para mim.

Nossos pais e irmãos estavam verdadeiramente envolvidos, estavam todos felizes. Minha irmã que mora na Irlanda veio especialmente para ser minha madrinha de casamento. Meu irmão estava de óculos escuros porque foi picado no olho por uma abelha ao prender um dos filtros dos sonhos que usamos como decoração em uma árvore – uma grande figueira, centenária e maravilhosa.

Tudo foi feito com nossas mãos, DIY mesmo! Eu tenho certeza que esse envolvimento gerou uma energia diferente, que pode ser sentida.

A decoração foi feita por mim e pelo meu pai. Papai trabalhou por mais de um ano produzindo a decoração. Ele fez tudo com as próprias mãos, usando suas habilidades com marcenaria, inclusive o altar e os bancos de madeira da cerimônia, os arranjos de mesa, e diversos outros detalhes. Todas as coisas foram idealizadas por nós. Isso traz um gostinho muito especial!

Recebemos a grata contribuição de gente querida, amigos e familiares que deram duro na decoração nos dias que antecederam o casamento. A mesa do bolo, por exemplo, foi arrumada por uma tia do Leo, seguindo as ideias de que se parecesse realmente com uma sala de fazenda, e que contasse a história das famílias, por isso usamos acervo próprio e fotos de nossos antepassados para montar o cenário da mesa do bolo. Docinhos regionais, de guavira, tamarindo e bocaiuva, compunham a mesa, sempre buscando representar nossas raízes, apreciar as coisas da nossa terra.

Havia simbologia em vários detalhes. Por exemplo, no meu buquê, havia um broche com um camafeu que pertenceu à minha falecida avó materna, bem como uma flor de paineira-rosa, bem característica da região também.

Tivemos poucos padrinhos. Apenas nossos irmãos e poucos amigos. Escolhemos pessoas que são frequentes no convívio em nossa casa, em nossa vida.

Os pajens e damas foram crianças especiais para nós, nossos sobrinhos e filhos de primos muito queridos.

A trilha sonora foi cuidadosamente escolhida por mim e pelo Leo e executada por músicos queridíssimos e talentosos (Chicão Castro e Karina Marques). Música era algo muito importante para nós, porque amamos e sempre ouvimos música em casa. Trilha da vida. Entrei ao som de O Seu Olhar (do Arnaldo Antunes) e o Leo ao som de Nothing Else Matters (do Metallica). Arrepio só de lembrar!

Um dos pontos altos da cerimônia foi a entrada das nossas vovózinhas, as porta-alianças mais fofas. Elas também tocaram muito os convidados, duas senhorinhas lindas, representando a nossa descendência e o surgimento do nosso amor. A história que envolve essas duas é muito legal!

Nossas avós, Dalmíria e Diva, se conheceram por meio de amigas em comum numa cidadezinha chamada Aquidauana, do interior do MS, há mais de 70 anos. Elas se tornaram amigas e, desde então, mesmo adultas e morando em cidades diferentes com suas famílias, as duas vovós se encontraram algumas vezes e preservaram um grande carinho. Quando eu vim de Campo Grande para morar e trabalhar em Bonito, a vovó Diva recomendou: Procure minha amiga Dalmíria. Eu procurei, achei e, desde então, sempre que eu a encontrava, a vó Dalmíria dizia: Você tem que conhecer meu neto Leonardo. E também, por vezes, brincava: Eu queria tanto um bisnetinho de cabelos cacheados. Hahaha!

Um dia eu o encontrei e me encantei logo de cara. Não demorou para nos aproximarmos e nos apaixonarmos. Cá estamos! Seja por acaso, destino ou conexões cósmicas, casadinhos.

A festa durou cerca de 15 horas! Começou às 11 e foi até 1 da manhã. Teve pop, rock, muito samba ao vivo, tocado pelo Grupo Sampri, e cerveja gelada.

Nossa turma não tem preguiça de festar! Pouco depois de iniciada a festa, o noivo foi jogado na piscina pelos amigos dele, que estavam empolgadíssimos, e eu já estava derretida de tanto abraçar, beijar as pessoas e me esbaldar na pista. Meu vestido tinha um recurso, uma saia longa por baixo, que dava para tirar, porque eu queria cair no samba de corpo, alma e vestidinho curto!

Ah! Foi demais! O ano mais intenso da nossa vida! Tudo que envolve um casamento é marcante, tanto carinho recebido, amor compartilhado, vivido ardentemente, uma energia que reverbera até hoje em nossa casa e que pretendemos levar por nossa vida inteira. Casar é bom demais!”.

Marla e Leo, minha alegria e emoção diante do casamento de vocês é indizível.

Quem dera todos os casais investissem em contar suas histórias de maneira tão zelosa, verdadeira e original.

Obrigada por compartilharem esse dia especial com a gente.

Que vocês sigam juntos e felizes, completando um ao outro e transbordando de amor.

Agora sim, pode beijar a noiva.

Quem fez?

Decoração: noiva e pai da noiva (Everaldo Dias) • Beleza: Puntuale • Vestido e acessório: Waldir Ribeiro • Sapato: Juliana Bicudo • Alianças e joias: Valentina de Santa Cecília • Cerimonial: Sandra Mello •  Celebrante: Ana Cristina Trevelin • Fotógrafo: Allan Kaiser • Vídeo: RD Filmes

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Escrito por Flávia Queiroz

Publicitária, content creator e dedicada a ações que aproximam pessoas. Sou viciada em casamentos, mas de um jeito diferente da Gretchen.

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