Já estamos em clima de festa com o enlace da vez, um casamento carioca com pitada paulista.

A troca de votos da Paula e do João aconteceu na Casa Francisco, no Rio, e além de fotos lindas, incluiu muita descontração e energia boa!

A noiva já é presença recorrente no blog, afinal, a Paulinha é maquiadora e faz parte do Guia dos Sonhos.

Dessa vez ela saiu da condição de fornecedora e passou para um lugar de destaque. E que destaque!

Sem abrir mão do estilo despojado, ela escolheu trocar o vestido de noiva por um macacão. E querem saber? Ficou um arraso!

A prioridade do casal era celebrar com as pessoas mais próximas. Uma festa intimista, leve e livre de qualquer amarra.

Como sempre digo por aqui: não façam nada que não tenha a essência de vocês!

No caso da Paula e do João, sobraram sorrisos, bebida, curtição e teve até roda de samba. Um casamento carioca com um temperinho paulista e muita comemoração, que é o principal!

E o making of então? O que esperar de uma noiva que está acostumada a embelezar outras noivas?

Ah, e ainda tem um vídeo que me deixou sem palavras. Que amor, minha gente!

Encantem-se com os registros e não deixem de conferir o depoimento da Paula (abaixo). Tá lindo de viver!

Com vocês, um delicioso casamento carioca.

Casamento carioca com pitada paulista | Blog Noiva Ansiosa

Casamento carioca com pitada paulista | Blog Noiva AnsiosaCasamento carioca com pitada paulista | Blog Noiva Ansiosa

“Eu e o João nos conhecemos por telefone, trabalhando. Ele era o produtor de um trabalho onde eu era maquiadora. Foi meu primeiro trabalho no Rio, já que eu sou de São Paulo. Na época, ambos namorávamos.

Nos conhecemos pessoalmente bem de relance num dos últimos dias de trabalho e eu, honestamente, não dei muita bola. O João, dizem, se apaixonou na hora.

Uns tantos meses depois, ambos já solteiros, eu fui convidada para maquiar em um projeto dirigido pela chefe do João, a Susanna, nossa cupida. Na primeira semana de filmagem ela, como quem não quer nada, me disse: você sabe que o João é louco por você, né?. Pronto, começou aí.

Daí pra frente as coisas foram muito rápidas. Eu acabei fui contratada para um trabalho longo no Rio e me hospedei na casa dele, que morava sozinho. Esse trabalho emendou em outro e quando vimos estávamos há seis meses morando juntos, sem querer. Foi aí que decidi devolver meu apartamento em SP e mudar de vez para o Rio.

Nossa vida a dois funcionou de um jeito tão redondo que não demorou muito para começarmos a pensar em fazer uma festa para celebrar a união, que era recente, mas intensa. Nossos amigos se davam bem, era um grande motivo para minha família e amigos de SP passarem uns dias se divertindo no Rio de Janeiro. Foi aí que ele me pediu em casamento, no banco de traz de um Uber (bem do nosso jeitinho) e começamos a planejar!

Não somos nada tradicionais e sabíamos que isso seria o ponto de partida do casamento. Como trabalho como maquiadora de noivas há anos, já presenciei muitos casamentos, de muitos estilos, e eu sabia o que eu não queria.

O que eu queria foi mais difícil de entender.  Optamos por fazer de tudo para que a festa fosse leve: sem igreja, sem grandes cerimônias, sem dress code. Queríamos mesmo uma desculpa para der uma grande festa, beber e comer muito. Não queria ser uma noiva que leva mais de um ano para planejar o casamento porque eu ia me apegar muito a festa e sofrer muito depois (hahaha), como já vi várias das minhas noivas sofrendo. Por isso, decidimos nos casar em fevereiro e marcamos o casamento para julho. Sim, é possível!

A primeira escolha foi o lugar. Como grande parte do convidados era de fora do Rio, a gente queria um lugar que tivesse uma vista bem de cartão-postal do Rio, mas que não perdesse essa carinha intimista.

Lembrei da Casa Francisco, que eu já tinha fuçado algumas vezes no Instagram. Fomos visitar e amamos. A casa é linda, super charmosa, super intimista e a vista é deslumbrante. Sem contar na coisa do santo bater, né? A Paula, dona da Casa Francisco, virou amor pra sempre. De lá, surgiu a indicação do Rodrigo Santiago, que foi nosso cerimonialista. As coisas foram bem mais fáceis por causa dele. Ele me ajudou muito com fornecedores. Mesmo estando no mercado há anos, eu tinha acabado de chegar no Rio, onde o mercado é completamente diferente de SP, então foi muito bom ter ele para indicar fornecedores legais. Ele sacou o que a gente queria e organizou um bar de gin delicioso, deu a ideia de servir chopp e ainda encontrou pra gente o highlight do casamento, que foi a roda de samba (maravilhosos!).

O vestido foi difícil. Eu sou muito modernona. Era muito difícil me imaginar num vestido de noiva, com cara de noiva. Mais difícil ainda era pensar em gastar um dinheiro que não condizia com o resto da festa, que seria um casamento de dia, para 80 pessoas. Então, na sorte mesmo, navegando pelo Instagram, eu encontrei a marca de roupas da mãe de uma cliente minha, de SP e vi um vestido midi, branco, lindo. Fui na loja provar. O vestido ficou horroroso em mim, mas encontrei um macacão branco, maravilhoso, tecido natural, sem absolutamente nada de detalhe,  bem soltinho. Muito minha cara, muito meu estilo. Eu estava com a minha mãe na loja e perguntei: mãe, e se eu casar de macacão?. Ela respondeu: sua cara né, Paula? Entendi como um aval e levei.

Não dá pra negar que o casamento gira mais em torno da noiva do que do noivo, né? (Por isso, noivas, deem importância para o vestido, maquiagem e foto! Sempre!). Depois que eu comprei o macacão, ficou bem mais fácil entender o mood total da festa. Moderna, descontraída, divertida. Acho que grande parte dos preparativos deslanchou a partir disso.

O próximo passo foi a decoração. Não tive dúvidas: Palinka Studio. A Mônica é mulher do melhor amigo do João e a gente já se gostava antes do casamento. Agora, depois da saga da decor, a gente se ama muito. Eu praticamente não tive que pedir alteração nenhuma no projeto delas, porque tava tudo perfeito. Delas veio a ideia de amarrar meu buquê com um lenço que tivesse algum significado. Eu dei um lenço que eu amo, da minha mãe, e elas me entregaram o buquê mais lindo do mundo!

Foto foi fácil porque foi um grande parceiro meu que fez. Artur, da Água Benta Fotografia.

A comida foi o item que deu mais trabalho. Nada que nos era oferecido no mercado carioca funcionava pra gente. A gente achava tudo muito formal, muito cheio de firula, não era o que queríamos. Uma amiga do Rio de indicou um pequeno serviço de catering de um amiga dela e eu passei um briefing muito direto. A May, do Panelada, entendeu demais.

A melhor parte, claro, é a degustação de doces. Foi bom demais. Eu fiz muitas, algumas com a minha mãe, com a minha cunhada, sozinha. O noivo não ajudou nessa parte porque ele simplesmente não gosta de doce. O que eu acho um absurdo, mas ok. Acabei fechando bolo e doces com as meninas da Julietas e brigadeiros da Nalu Brigadeiros.

No dia, o making off eu nem vi passar. Maquiei minha mãe, ajudei a maquiar minhas amigas, fiz meu próprio cabelo, então foi bem corrido. Mas eu gosto assim. Não ia conseguir ficar parada!

Eu mal consegui sentar na cadeira pra Pati, uma das minhas melhores amigas, me maquiar. A gente pensou na beleza juntas e ela executou lindamente. Claro, eu dei uns toques aqui e ali porque maquiadora é toda cheia de coisa, mas no geral foi ela que fez. Rolou playlist com clássicos do pop, rolou champagne e rolou maquiagem: três das coisas que eu mais gosto. Foi um dia feliz, sem dúvida.

A cerimônia foi celebrada pela minha melhor amiga, a quem eu chamo desde sempre de irmã e pela irmã do João. De novo, isso reforçou mais ainda o clima intimista. Não tivemos padrinhos, nem entrada de alianças, nem nada muito formal. Minha irmã falou, a irmã do João falou, nós trocamos votos, beijamos e fomos beber. Do jeitinho que a gente queria. Foi lindo e eu chorei muito.

A festa, que começou ainda de dia, contou com a discotecagem do DJ Tales Mulato, amigo de colégio do João e que detonou. Ele segue bem a linha brasilidades, cheio de suingue.

Ao cair da noite, entrou a roda de samba. Foram mais de duas horas de samba, que é definitivamente a nossa praia. Eu cantei, o João cantou, minha irmã cantou, tava quase virando um karaokê. O grupo ficou no terraço da casa, ou seja, teve muito samba e muita vista. E a pista ficou cheia até o último minuto de festa!”.

Paula, sua maravilhosa! Eu não esperava menos de alguém tão cheia de personalidade… Que casamento!

Que você e o João celebrem muitas vezes mais.

Obrigada por compartilhar esse dia lindo de viver com a gente.

Felicidades!Quem fez?

Macacão: Le Soleil d’ete • Foto: Água Benta Fotografia • Vídeo: Perola Filmes • Convites e papelaria: Estúdio Tatu • Espaço: Casa Francisco • Decoração: Palinka Studio • Assessoria: Rodrigo Santiago • Buffet: Panelada • Doces: Julietas Atelie e Nalu Doces • Bem casados: Sonia Costa • Bebidas: Chopp Nois e Bar de Gin Drinkke • Som: Roda de samba Tom Carioca • Dj: Tales Mulatu • Terno do noivo: Crowford

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Escrito por Flávia Queiroz

Publicitária, content creator e dedicada a ações que aproximam pessoas. Sou viciada em casamentos, mas de um jeito diferente da Gretchen.

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