Todo casamento é especial, mas este aqui, o casamento big com clima de mini wedding da Agnes e do Hugo, é simplesmente arrebatador!

Sabem o que vivo falando sobre essência e personalidade, amor e dedicação, verdade e autoconhecimento? Este é um casamento que traduz muito bem cada um desses elementos.

Pra começar, eles não tinham o sonho de casar e não queriam uma grande festa. Mas isso foi antes.

Antes de encontrarem profissionais que lhes apresentassem possibilidades, assimilando muito bem suas ideias e tornando-as reais. Sorte a deles, e também a nossa, que podemos curtir o resultado desse enlace tão especial!

O grande desafio dos noivos era juntar a descendência oriental, incluindo família grande e próxima com o desejo de uma celebração leve, descomplicada e intimista, que refletisse pra valer a energia dos dois.

Por incrível que pareça, a troca de alianças reuniu 600 convidados e ainda assim manteve-se pessoal, elegante e simples. Ponto para o casal!

Foram duas bandas, diversas apresentações, muita animação e amor por todo lado.

Dos doces da Soul Sweet (que eu amo!) ao totem de fotos da Tagsquare, sobraram escolhas que além do perfil dos noivos, agradaram cada um dos convidados.

A cerimônia não teve padrinhos e quebrou alguns protocolos, mantendo apenas aquilo que fez sentido para a Agnes e o Hugo.

E precisa de mais alguma coisa?

Embalados pela voz encantadora da talentosa Lorenza Pozza, as testemunhas do SIM foram brindadas por um ambiente aconchegante, muito disso resultado da decoração, obra da Filiz Flores.

É impossível não se encantar com as fotos, que ficaram por conta da minha amiga, a incrível Marina Maeda.

A Ma soube captar a essência dos noivos e o clima acolhedor, tão sonhado por eles. De babar!

Não deixem de ler o depoimento da noiva, que traz toooodos os detalhes, processos e escolhas para esse lindo resultado.

Com vocês, o big mini wedding da Agnes e do Hugo, um casamento repleto de singularidades e significado.


“Todos perguntam como nos conhecemos, porque ele é do Paraná e eu de São Paulo. Foi em 2012, em um trabalho voluntário, mas só começamos a namorar em 2013.

Quando o conheci ele já morava em São Paulo, veio para fazer faculdade alguns anos antes. O assunto morar juntos/casamento começou com 2 anos de namoro. Um ano depois decidimos que nos casaríamos e que seria em 2018.

Nunca foi um sonho nosso casar na igreja, com vestido de noiva, noivo, flores, festão… Pensávamos: pra que tudo isso? Qual o sentido? Só precisávamos juntar as meias, fazer um almoço com as famílias e já estava bom demais!

Mas era um sonho do meu pai. Eu sou a única filha mulher e minha família tem o costume de fazer festas grandes, muitos convidados, todos muito próximos. Somos muito unidos e temos a cultura de Okinawa muito forte ainda (Okinawa é a Ilha do Japão de onde meus avós vieram).

Meu maior medo era chegar no dia e me ver num casamento super ostentação, mil e um fotógrafos em volta de nós, inveja por todo lugar e aquele climão pesado. Nada contra esse tipo de casamento, talvez seja o sonho de alguns casais, mas não era o nosso.

Eu tinha medo de nos ver obrigados a fazer coisas que não faziam sentido para nós.

Foi então que encontrei pela internet a Fran, do Sras. e Srs. Casamentos Originais. Infelizmente ela não está mais trabalhando com isso, mas posso dizer que foi principalmente por causa dela que esse casamento aconteceu, e aconteceu do jeito que aconteceu. Ela nos escutou e com uma visão de fora fez as coisas ganharem sentido. E foi isso que ela nos apresentou:

Qual é o sentido de fazer essa festa?

Qual é o sentido de convidar tanta gente?

Qual é o sentido de tanta tradição?

Qual é o sentido de se casar com quem se ama?

O SENTIDO É ESTARMOS JUNTOS.

Os porquês são importantes. E às vezes, não precisamos ir muito longe para encontrá-los. Há muito tempo, (…), vocês encontraram o sentido um no outro. O sentido não é outro senão a união. O sentido é honrar e reverenciar esse encontro tão bonito chamado família. É vocês reconhecerem diante de todos que, juntos, não estarão

apenas começando uma família. Estarão dando continuidade a uma história que vem de longe, que traz mil outras histórias e carrega, parágrafo a parágrafo, de casal em casal, um só espírito.

Vocês vão fazer um festão, sim. Vão reunir muita gente, sim. Mas não é para ostentar e nem para cumprir protocolo. É para agradecer. Para convidar todo mundo a participar, junto, de uma festa que quer

dizer, simplesmente, obrigado por estarmos aqui.

Foi assim que eu entendi que a festa é muito mais do que a comemoração da nossa união, mas uma forma de agradecer as pessoas que fazem parte de nossas vidas, e assim também continuar reunindo a nossa grande família.

Além desse texto a Fran nos apresentou muito mais, nos apresentou o conceito do casamento para que tudo realmente fizesse sentido. Um casamento com cara de Agnes e Hugo, um big mini-wedding, banquinho e violão, de elegância simples, sendo o fio condutor de tudo a família.

Ela nos mostrou que era possível sim fazer uma casamento para 600 pessoas com alma intimista, algo que nunca imaginei que fosse possível.

Aprendemos também que nada é obrigatório, que podemos moldar o casamento/festa do jeito que acharmos melhor. E isso influenciou em todas as escolhas de fornecedores, quase todos indicações dela. O que facilitou demais, pois eram todos profissionais que gostam de novas propostas e que se empolgaram junto com a gente.

Vimos também outros profissionais que não foram indicações dela e aí entendemos que no mundo do casamento não é tão fácil encontrar pessoas que aceitem sair do arroz com feijão. Muitos tentam te convencer de que você vai sentir falta daquilo que você não quer, de que é melhor fazer do jeito tradicional, te empurrar profissionais parceiros que não tem nada a ver com o que você quer, mas ainda bem que existem as pessoas que gostam de ouvir e abraçar a proposta de cada casal.

A princípio pensamos em casar no campo, mas daria muito trabalho para os convidados, além disso, queríamos que eles curtissem bastante e que pudessem voltar de táxi para suas casas em segurança. Definimos que a festa tinha que ser em São Paulo.

O desafio foi encontrar um lugar que comportassem 600 pessoas, mas que não ficasse com cara de evento corporativo. Além disso, tinha que se adequar com o conceito e ter data em um feriado prolongado, pois a família do Hugo viria de longe.

Nossa escolha foi o Vila Vérico, um salão lindo, com uma equipe incrível e a comida maravilhosa. O atendimento deles é o mesmo do primeiro dia em que você vai lá até depois do casamento, desde o porteiro, faxineiros, pessoal da manutenção, garçons, atendentes, os donos… Todos muito simpáticos e atenciosos.

A comida, não tem nem o que falar, teve muita fartura e tudo delicioso, das entradas até a sobremesa. O buffet oriental foi feito pelo Buffet Kuwazuru, que sempre faz as festas da família, sempre muitíssimo atenciosos e com sushis deliciosos.

Para a decoração a Fran nos propôs o Wabi-sabi, a beleza da imperfeição, uma estética natural, de elegância simples, com um toque oriental, mas não óbvio.

Quando conhecemos os meninos da Filiz Flores não tivemos dúvidas, eram eles. E o trabalho deles ficou incrível! Conseguiram materializar todo o conceito, com o toque deles claro.

As ideias e os detalhes fizeram toda a diferença na festa. Estava confortável, simples, mas elegante ao mesmo tempo. Além do lindo trabalho com as lapelas, buquê e os arranjos de cabelo!

Os docinhos tinham que ter cara de gostosos e ser gostosos, servidos sem forminhas. A Soul Sweet foi perfeita.

A cerimônia foi realizada no mesmo salão de festas. E foi linda com a Jacy, A Contista. Como não seria uma cerimônia religiosa, ela nos propôs um ritual, que ela cria para cada casal. O ritual foi inspirado no Festival do Tanabata, onde as pessoas escrevem seus pedidos em papeis e os prendem em folhas de bambu. Assim as pessoas que estavam no altar durante a cerimônia nos escreveram seus desejos para nosso casamento, e durante a festa os convidados puderam também pendurar seus melhores desejos.

O formato do cortejo foi escolhido por nós composto pelos nossos avós, pais, irmãos, cunhados e sobrinhos. Teve uma breve discussão quando definimos isso, as pessoas perguntavam: mas quem vai entrar com seus irmãos? Eles vão entrar sozinhos?. Eu dizia: eles estão tão bem sós, por que eles precisam de alguém acompanhando?

O Hugo entrou acompanhado da mãe, meus avós paternos juntos, o pai do Hugo entrou com a mãe dele (avó do Hugo), a minha mãe com um dos meus irmãos, o meu outro irmão com meu avô, meus cunhados com seus respectivos parceiros, nossos sobrinhos entraram juntos e eu com meu pai.

Resolvemos não ter os tradicionais padrinhos, porque não víamos o sentido, se não magoar aqueles que não foram chamados. Para nós todos que foram convidados são importantes, fazem parte da nossa história, das nossas vidas, cada um de um jeito. Por isso, na cerimônia foi rezado um Pai Nosso, como uma benção dos convidados para a nossa união.

Os porta alianças foram feitos pela minha mãe e estavam com nossos pais, que nos entregaram simbolizando a benção deles, então também não tivemos a entrada as alianças.

Foi uma cerimônia com a benção da família e dos amigos, ao som de Lorenza Pozza, no estilo banquinho e violão, que encantou todo mundo.

Fizemos questão de incluir nossas famílias, então os docinhos das lembrancinhas foram feitos pela Michele (cunhada do Hugo) com a ajuda da família dele, os mais de 2000 passarinhos de origami que estavam na decoração foram feitos pelos meus pais e irmãos, o mestre de cerimônias que conduziu as apresentações no jantat é um grande amigo do meu pai.

As apresentações também foram feitas por amigos e familiares. Teve Taikô pelo grupo Ryuku Koku Matsuri Daiko, Taikô pelo noivo, meu pai, meus irmãos, meus tios e amigos; Odori pelas minhas primas; Odori pela tia do Hugo; Odori pelas crianças; Dança dos tios e primos e Karaokê pela minha avó.

Eu queria me arrumar junto da minha mãe, avó, sogra e cunhadas, e quem nos arrumou foi a minha prima Janine Takara e a equipe dela. Foram incríveis, são super alto astral, ficamos prontas até antes do previsto. E a maquiagem ficou intacta mesmo após todo o chororô da cerimônia. Os homens se arrumaram juntos também, mas em um hotel, onde também reservamos a noite de núpcias. Foi muito bom ter eles do nosso lado nesse momento, deixando o clima mais descontraído.

Para foto e vídeo não queríamos poses e nem uma equipe gigante, queríamos um registro verdadeiro e natural das lembranças do que realmente aconteceu no dia. Tanto a Marina e sua equipe quanto o pessoal da Estandarte nos deixaram super à vontade, pareciam mais antigos amigos.

Para a pista escolhemos duas bandas, uma de pop rock (Overman) e uma dupla sertaneja (Roger e Robson). A decisão foi simples: pop rock é uma paixão minha, tinha que ter, e a Overman é demais, tem um repertório incrível. E a família do Hugo vem do interior, paixão sertaneja, tinha que ter e nada melhor que uma dupla sertaneja. E ainda tivemos DJ. Eles animaram tanto a festa que a pista ficou lotada do começo ao fim. Optamos por não ter telões ou painéis de led e não fez falta alguma.

E claro que nada disso sairia tão perfeito se não fosse pela Mirella Park, ou Mi, da Lace Assessoria e a equipe dela. Ela nos auxiliou desde que a contratamos, um ano antes do casamento. Tanto que no dia estávamos muito tranquilos. Ouvimos dizer que a festa é para os convidados, que os noivos não conseguem curtir muito, mas não foi isso que aconteceu com a gente, curtimos demais!

Orquestrar uma festa para 600 pessoas, com formato de cortejo diferente, várias apresentações, com muitas crianças, duas bandas, dois buffets… Tivemos que usar cada centímetro do espaço para comportar todos. Foi um trabalho incrível, não tive problema algum, tudo fluiu.

Foi assim que o casamento que nunca foi nosso sonho aconteceu, e não poderia ter sido melhor. Quem estava lá sentiu, foi uma festa que fazia todo o sentido para nós, foi leve e cheia de boas energias. Foi um casamento para 600 pessoas com alma intimista, um big mini-wedding de verdade.

O melhor conselho que eu poderia dar é: escolham profissionais com quem vocês se identifiquem, que aceitem suas idéias. Descobri que tudo é possível e que nada é obrigatório. Não é fácil encontrar pessoas que aceitem ideias fora do protocolo, mas elas existem! E se as coisas fizerem sentido pra você, a festa vai ser incrível.

Não tivemos padrinhos, telão na festa, bem casado, corte do bolo, brinde fake para fotos, entrada de aliança, não joguei o buquê. O cortejo não foi só de casais, minha mãe não entrou com meu sogro, não escolhi cor ou modelo de vestido para as mulheres que ficaram no altar, cada uma escolheu o que se sentiu melhor, o que gostou.

A festa era de noite, na cidade, mas meu vestido era fluido e delicado, pouco brilho. Sete mulheres se arrumaram juntas no mesmo salão e o casamento foi pontual.

Tudo que tivemos, tivemos por algum motivo, e o que não tivemos era porque para nós, não tinha o porquê. E foi perfeito assim!”.

Agnes e Hugo, estou em êxtase diante de tanto cuidado e entrega.

Parabéns por imprimirem quem vocês são em cada detalhe, por acreditarem no que realmente importa e por nos inspirarem com essa festa linda!

Que a vida os brinde com muitos sorrisos, celebrações, união e amor.

Viva os noivos!

Quem fez?

Fotos: Marina Maeda Fotografia  Doces: Soul Sweet  Totem de fotos: Tagsquare • Música da cerimônia e recepção: Lorenza Pozza • Decoração: Filiz Flores • Assessoria criativa: Sras. & Srs. Casamentos Originais • Assessoria: Lace Assessoria • Atrações: Familiares e Ryuku Koku Matsuri Daiko • Balões: Mania de Balão • Bandas: Overman e Roger e Robson (Live Entertainment) • Bar: Pinelli • Beleza: Janine Takara • Buffet oriental: Buffet Kuwazuru • Cantinho kids: Start Arte • Celebrante: A Contista • Espaço e buffet: Villa Vérico • Lembrancinha: Michele Fujihara (cunhada do noivo) • Gifts: Susana Fujita • Origamis: pais e irmãos da noiva • Papelaria: Silvia Strass • Vestido: Paris 8 • Vídeo: Estandarte Filmes

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Escrito por Flávia Queiroz

Publicitária, content creator e dedicada a ações que aproximam pessoas. Sou viciada em casamentos, mas de um jeito diferente da Gretchen.

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